Política

“Como vai discutir política para as mulheres, sem discutir interseção de classe, raça?”, dispara Juci Cardoso em live com vereador Suíca

07 de Agosto de 2020 - Redação Pernambués agora
[“Como vai discutir política para as mulheres, sem discutir interseção de classe, raça?”, dispara Juci Cardoso em live com vereador Suíca]

Em campanha do agosto lilás, mês da conscientização pelo fim da violência contra as mulheres, o vereador Luíz Carlos Suíca (PT), convidou a ativista e historiadora Juci Cardoso para falar sobre a campanha e o agosto lilás

Por Evilasio Sacramento
Ao falar sobre políticas públicas para as mulheres, a convidada diz que é preciso conversar com as sub-representações e frisa que as mulheres não são iguais. “Como vai discutir política para as mulheres, sem discutir interseção de classe, raça? Mulheres são maiorias e mulheres negras são maioria dessa maioria. Porém, por conta do racismo, nos colocam no topo de todas as estatísticas de vulnerabilidade. Tem que ouvir todas as pessoas e garantir direito a todas”, disparou. 
LEI MARIA DA PENHA
Hoje, 07 de agosto, a Lei Maria da Penha completa 14 anos de sancionada. Surgiu da necessidade de inibir os casos de violência doméstica no Brasil. O nome foi escolhido em homenagem à farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes, que sofreu agressões do ex-marido por 23 anos e ficou paraplégica após uma tentativa de assassinato. O julgamento de seu caso demorou justamente por falta de uma legislação que atendesse claramente os crimes contra a mulher. Hoje, a lei 11.340/2006 considera o crime de violência doméstica e familiar contra a mulher como sendo “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”. 
Juci relata que a lei é sem dúvidas, um marco histórico de proteção as mulheres, mas critica a falta de efetivação nela. “Nós precisamos dialogar com os gestores, com quem decide, precisamos falar sobre sub-representação e, por quê essas pautas criadas para se criar políticas públicas que garantam a efetivação da lei não tem sido colocado em prática como deveria e na celeridade que precisaria para proteger a vida das mulheres. Então, a lei é um avanço. Com ela, passamos a identificar a violência que eram naturalizadas”, disse. 
HOMENAGEM
Ainda na live, Suíca lamenta a perda de duas grandes personalidades que marcaram a educação do povo baiano, Jorge Portugal e Jaime Sodré. “Perdas irreparáveis e lamentáveis. São pessoas queridas e que estarão sempre guardadas em nossas memórias. Fica os ensinamentos e a saudades de quem lutou para educar o nosso povo”.

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