Contas do gabinete presidencial sob suspeita: Moraes quebra sigilo de assessor de Bolsonaro
27 de Setembro de 2022 - Revista Fórum
Elas seriam referentes a depósitos fracionados e saques em dinheiro destinados ao pagamento de gastos de Bolsonaro, de sua esposa, Michelle Bolsonaro, e de pessoas do convívio íntimo dela
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra do sigilo bancário do assessor mais próximo do presidente Jair Bolsonaro (PL), que exerce a função de ajudante de ordens, o tenente-coronel do Exército Mauro César Barbosa Cid, após a Polícia Federal (PF) ter descoberto mensagens escritas, de áudio e fotos no celular do militar consideradas suspeitas.
Todas as transações consideradas suspeitas pelas autoridades ocorriam no âmbito do Gabinete da Presidência da República e, por conta disso, os agentes federais, com a autorização do magistrado do STF, querem entender porque operações incomuns e envolvendo dinheiro em espécie estaria sendo usados para custear gastos que legalmente poderiam ser quitados com a verba pública disponível nas contas do órgão do Planalto.
A Folha informa que o Gabinete da Presidência da República, por meio de sua assessoria de imprensa, nega qualquer irregularidade nos procedimentos, alegando que todos os pagamentos e movimentações foram realizadas nas contas particulares de Jair Bolsonaro.
As ações são parte de um inquérito policial no âmbito do caso do vazamento de investigações sobre um suposto hacker que fazia acusações contra o TSE por conta do sistema de urna eletrônicas e, de acordo com a PF, não há acusações por ora. Os policiais querem entender o porquê das transações incomuns.
O tenente-coronel Cid passou a ser investigado no inquérito do hacker por atuação direta nos supostos vazamentos de informações do caso envolvendo a Justiça Eleitoral, mas acabou despertando a suspeita dos agentes pelas transações financeiras incomuns em nome de Bolsonaro.
Segundo a reportagem da Folha, funcionários da Ajudância de Ordens da Presidência da República, chefiada por Cid, trocavam comprovantes de pagamentos de boletos, como de um plano de saúde de um familiar do presidente, assim como depósitos em nome de uma tia de Michelle Bolsonaro que ficaria encarregada de cuidar da filha do casal na ausência deles.
Foto: Reprodução/Facebook
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