Saúde

Consultoria especializada orienta mães que enfrentam dificuldades para amamentar em Salvador

03 de Setembro de 2026 - Redação Pernambués agora
[Consultoria especializada orienta mães que enfrentam dificuldades para amamentar em Salvador]

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Mães que encontram dificuldades durante a amamentação podem contar com um serviço especializado de orientação e acompanhamento. A consultoria em aleitamento materno atende mulheres ainda na gestação e também durante o período pós-parto.
O trabalho pode ser realizado por enfermeiras, obstetrizes, fonoaudiólogas e outras profissionais capacitadas. A proposta é avaliar as necessidades da mãe e do bebê, orientar a família e ajudar a solucionar problemas que possam comprometer a amamentação.
Em Salvador, algumas consultoras atuam de forma independente e oferecem atendimentos individualizados, inclusive na residência das famílias.
A consultora Loise Chamusca, que trabalha na área há mais de 25 anos, explica que o sucesso da amamentação não depende somente da vontade da mulher.
Fatores como a saúde materna, o formato da mama, a prematuridade e as condições do bebê podem interferir no processo. Alterações orais, por exemplo, podem dificultar a pega e impedir a retirada adequada do leite.
A profissional ressalta que a falta de orientação é uma das causas do desmame precoce. Por isso, a preparação busca explicar como o aleitamento funciona e identificar antecipadamente possíveis dificuldades.
Ambiente familiar também influencia
A amamentação envolve aspectos físicos, emocionais, sociais e culturais. Informações incorretas e intervenções inadequadas de pessoas próximas podem aumentar a insegurança da mãe e dificultar a adaptação.
Durante o atendimento, a consultora avalia o formato da mama, a pega do bebê, a posição utilizada e a transferência do leite. As orientações ajudam a prevenir fissuras, dores e outros ferimentos.
Algumas condições de saúde da mulher também podem afetar a produção de leite. Do lado do bebê, alterações na boca ou na sucção podem comprometer a alimentação e o ganho de peso.
A consultoria procura identificar cada uma dessas situações para construir uma orientação adequada à realidade da família.
Acompanhamento pode começar na gestação
O ideal é que a primeira consulta aconteça ainda no período pré-natal. Essa avaliação permite identificar fatores de risco e preparar a mulher para os desafios que poderão surgir após o nascimento.
O acompanhamento pode continuar durante o puerpério ou em qualquer fase da amamentação, principalmente diante de problemas como dor, fissuras, obstrução das mamas, pega inadequada ou dificuldade de ganho de peso do bebê.
Esse suporte também considera a vulnerabilidade emocional vivenciada por muitas mulheres no pós-parto. Por isso, além das orientações técnicas, o atendimento envolve escuta e acolhimento.
Atendimento é individualizado
As consultas realizadas por Loise duram, em média, entre uma hora e meia e duas horas. O tempo, no entanto, pode variar de acordo com as necessidades apresentadas pela mãe e pelo bebê.
Em Salvador, a profissional cobra R$ 420 por sessão e atende até quatro pacientes por dia, geralmente em domicílio.
Segundo ela, limitar a quantidade de atendimentos permite oferecer um acompanhamento mais individualizado, considerando que bebês prematuros, crianças com necessidades específicas e mães com diferentes condições de saúde podem precisar de cuidados distintos.
A maior parte das mulheres que procura o serviço atualmente possui entre 25 e 45 anos, acompanhando o movimento de adiamento da maternidade observado nos últimos anos.
Mãe destaca importância do acolhimento
A médica Mirella Pelissari, de 37 anos, procurou a consultoria em dois momentos: após o nascimento do primeiro filho, há seis anos, e novamente com a chegada da filha mais nova, hoje com seis meses.
Ela relata que buscou ajuda durante um período de sofrimento e dificuldade para amamentar. Para Mirella, o acompanhamento representou uma mudança decisiva em sua experiência.
Além do conhecimento técnico, a mãe destacou o acolhimento recebido e a inclusão dos familiares no processo.
A consultoria, segundo ela, não se restringiu ao ensino de técnicas. O atendimento considerou as necessidades da mãe, do bebê e das pessoas que compõem sua rede de apoio.

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