Cultura

Cultura e fé: 22ª Caminhada Azoany toma conta das ruas de Salvador

17 de Agosto de 2019 -Redação Pernambués agora
[Cultura e fé: 22ª Caminhada Azoany toma conta das ruas de Salvador ]

Azoany, com é conhecido no Jejé, é o Deus de saúde e da morte, segundo a tradição religiosa de matriz africana.

A 22ª Caminhada Azoany cobriu de branco as ruas da capital baiana. Saindo da Igreja Nossa Senhora Rosário dos Pretos até a Missa e Festa na Igreja de São Roque, na Federação. O tema deste ano foi, “Cultura e fé: Azoany orixá e inkise na defesa do povo de Santo”. 
O cortejo deu partida do Largo do Pelourinho, seguiu até a sede da Associação Comunitária Alzira do Conforto, localizada na Rua das Laranjeiras, onde ocorreu um banho de pipoca e o padê. 

Azoany, com é conhecido no Jejé, é o Deus de saúde e da morte, segundo a tradição religiosa de matriz africana. É o Orixá/Inkise que está em plena consonância e contato com a humanidade, buscando a solução de problemas que atingem a matéria humana. 

O projeto faz parte da Rota Ancestral de Salvador, que objetiva somar esforços nas lutas contra a Intolerância Religiosa, preservação do Patrimônio Imaterial, integração das mulheres e homens de axé e fortalecimento das heranças africanas. A caminhada também reforça uma série de atividades, ao longo do mês de agosto, dando visibilidade à temática e somando ao calendário do agosto da Igualdade, tradicional calendário de mobilizações que resgata a memória da Revolta dos Búzios.  

Estiveram presentes cerca de 400 pessoas, dentre elas, parlamentares, como o vereador Luiz Carlos Suíca, que além de caminhar todo o percurso, é apoiador da Caminhada. Suíca é defensor das heranças africanas e contra toda e qualquer intolerância religiosa, o edil luta sempre por igualdade. 
De acordo como presidente da Caminhada Azoany, Albino Apolinário, a caminhada é a marca da secular união entre o cristianismo e Candomblé através da incorporação de elementos entre as religiões, um afago nesses tempos de intolerância religiosa. Em entrevista ao site PERNAMBIÉS AGORA, Albino disse, “O Azoany nasci justamente disso, para poder fazer com que o povo de santo manifeste a sua fé, e que vá para as ruas e defendam sua religiosidade.
Estamos vivendo um momento crítico, de intolerância religiosa, aonde algumas religiões insistem em desrespeitar a matriz africana, ainda temos um processo mais grave que é o processo do racismo, é um peso muito grande. Os povos do Candomblé estão hoje nas ruas manifestando a sua fé e dizendo, ‘ sou do Canbomblé, e daí’, é por isso que nasci a Caminhada Azoany.
A vereadora Marta Rodrigues (PT), que participa da Caminhada em todas as edições, disse que esse ano é o momento de pedi forças e renovar as energias ao orixá Obaluayê, a Atotô, além de pedir uma gestão com um representante negro. “ Que a gente consiga para Salvador uma candidatura negra, por que não dar para viver em uma capital negra que sempre a gestão é representada por brancos, então Roma Negra, cabe ser gestada por um negro, ou uma negra”. Falou também da importância da Caminhada para o fortalecimento e da emoção.
O vereador e pré-candidato à prefeitura de Salvador, Moises Rocha (PT), disse em estar firmes e fortes no combate a intolerância religiosa, “ essa Caminhada é Obaluayê, Jejé, é exatamente um pouco de celebrar o nosso orixá da cura, das doenças, também fazer o que as outras religiões fazem, se os seguimentos fazem as suas marchas, suas caminhadas religiosas nós podemos fazer as nossas, sem pudor. É o nosso povo assumir de fato a sua religião, é ir para as ruas e dizer, ‘eu sou de religião de matriz africana, eu exijo respeito’. Se vocês podem, nós podemos também, nada mais além disso, demonstrar que queremos respeito, não queremos tolerância, queremos respeito”, disse.

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