Escritor Clarindo Silva celebra seus oitenta anos em grande estilo com relançamento de livros e show
16 de Março de 2022 - Pernambués Agora com informações do Correio
O jornalista, escritor, compositor e agitador cultural Clarindo Silva completa nesta quarta-feira (16), oitenta anos e comemora a vida em grande estilo
Completando a celebração, o proprietário do restaurante Cantina da Lua, lenda viva do Pelourinho e o primeiro Rei Momo magro da história do Carnaval baiano ganha, ainda nesta quarta (16), um show em comemoração aos seus 80 anos, com apresentações de outros baluartes da música baiana, como o próprio Edil Pacheco, Nelson Rufino e Armandinho. O show começa às 19h, na Cantina da Lua. Já no dia 29 de março, ocorrerá o relançamento de outro livro, o Conversa de Buzú, na Livraria Escariz, no Piso L2 Central, no Shopping Barra.
No entanto, festa acontece desde terça-feira (15), durante o relançamento do livro Memórias da Cantina da Lua, que está em sua sexta edição. O evento aconteceu na Livraria Sebo das Galáxias, que está localizada no Espaço Metha Glauber Rocha, na Praça Castro Alves, segundo o site Correio.
A obra reúne relatos de experiências marcantes que viveu com personalidades da sociedade baiana. As 156 páginas da obra apresentam um conjunto de textos que garantem ao leitor uma viagem no tempo em episódios que marcaram a vida deste importante reduto cultural do Centro Histórico da cidade ao longo das últimas cinco décadas.
“Eu escrevo um pouco da minha vida, com mais de 20 depoentes. Ler o livro é uma viagem pelo tempo, porque a nossa luta pelo Centro Histórico não é só uma luta pela revitalização. O projeto da Cantina da Lua é cultura, arte e educação, como o Criançarte, talvez um dos maiores da minha vida”, destacou Clarindo.
Aos 80, Clarindo Silva vê sua história como uma bênção e demonstra gratidão pelo reconhecimento que recebeu e testemunhou. “É um estímulo estar sendo reconhecido em vida. Lançar seis vezes o mesmo livro está sendo maravilhoso. Não só pelos meus 80 anos, mas por estar acontecendo no lugar da minha grande bandeira de luta, que é o Centro Histórico”, ressaltou.
No restaurante, onde as histórias aconteceram, quem entra e é minimamente conhecido por Clarindo, é convidado a “molhar as palavras com ele”. Para os menos habituados com o termo, significa conversar sobre a vida enquanto bebe água de coco, cerveja ou que a sede fizer desejar. O final do evento que marcou a véspera do aniversário, terminou com o poema recitado por Vitória e ao som do samba Cantina da Lua, composto pelo sambista Edil Pacheco, um dos artistas que esteve no local para prestigiar e fazer música.
Foto: Paula Fróes/ Correio
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