Saúde

SUS passa a oferecer teste para detecção precoce do câncer colorretal

12 de Agosto de 2026 - Redação Pernambués agora
[SUS passa a oferecer teste para detecção precoce do câncer colorretal]

Foto: Agência Brasil

O Ministério da Saúde incluiu o Teste Imunoquímico Fecal, conhecido pela sigla FIT, na tabela de procedimentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde. O exame será utilizado no rastreamento e na detecção precoce do câncer colorretal.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (10). Em maio, o Governo Federal já havia anunciado a adoção de um novo protocolo para ampliar o diagnóstico da doença no país.
De acordo com as regras divulgadas, o teste será destinado a homens e mulheres com idades entre 50 e 75 anos que não apresentem sintomas. O procedimento será oferecido na modalidade ambulatorial e classificado como parte da atenção básica.
A norma entrou em vigor com a publicação, mas o registro do novo procedimento nos sistemas do SUS deverá ser realizado a partir do próximo mês.
Como o exame funciona?
O FIT pesquisa a presença de sangue oculto nas fezes, que pode ser um sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino. Para o público-alvo, a recomendação será realizar o rastreamento a cada dois anos.
Diferentemente dos exames tradicionais de sangue oculto, o teste imunoquímico utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano. Essa característica contribui para aumentar a precisão dos resultados.
O paciente recebe um kit e realiza a coleta em casa. Uma pequena amostra das fezes deve ser retirada com uma haste apropriada e colocada em um tubo coletor. Posteriormente, o material é encaminhado ao laboratório para análise.
O método é considerado mais prático e menos oneroso para o rastreamento de um grande número de pessoas quando comparado à realização de colonoscopias em toda a população assintomática.
Segundo o Ministério da Saúde, a sensibilidade do FIT varia entre 85% e 92% na identificação de possíveis alterações. Resultados positivos deverão ser avaliados por profissionais de saúde, que poderão indicar exames complementares.
A inclusão foi direcionada exclusivamente ao rastreamento bienal de pessoas que não apresentam sintomas. Pacientes com sinais ou histórico relacionado à doença devem buscar orientação médica individualizada.
A expectativa do Ministério da Saúde é ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros às ações de prevenção e diagnóstico precoce. Excluindo os tumores de pele não melanoma, o câncer colorretal é apontado como o segundo tipo mais frequente da doença no país.

Comentários

Outras Notícias